Missões

As primeiras eleições sujeitas à observação eleitoral internacional foram as realizadas em 1857 na Moldávia e Wallachia, atualmente uma província histórica da Romênia, sob a supervisão de representantes da Áustria, França, Inglaterra, Prússia, Rússia e Turquia. Desde então, o instituto vem se desenvolvendo cada vez mais, tornando-se mais usual somente a partir da Primeira Guerra Mundial, nos diversos plebiscitos sob controle internacional sobre independência, segundo o previsto nos Tratados de Versailles, Saint German e no Protocolo de Veneza.

Desde então, organismos internacionais se preocupam em aperfeiçoar as noções de observação eleitoral e seus elementos. Órgãos como a Organização das Nações Unidas; a Organização dos Estados Americanos; O Conselho de Europa e a União Europeia; o Centro de Assessoramento e Promoção Eleitoral (IIDH/CAPEL), bem como organizações não-governamentais internacionais encamparam o desenvolvimento da observação eleitoral por meio da intensificação de missões, do refinamento de procedimentos de coleta de dados, de seleção de observadores, e da própria atenção dedicada ao aprofundamento teórico do instituto. O crescimento do número de escolas de observação eleitoral, de cursos de especialização, de simpósios e de produção acadêmica sobre o tema apenas comprovam a sua importância no cenário democrático atual.

É nesse contexto que surge Transparência Eleitoral Brasil, a partir de parcerias com outras instituições da sociedade civil na América Latina, todas com o intuito de fortalecer os valores democráticos. As missões de observação eleitoral coordenadas por Transparência Eleitoral possui justamente o objetivo de monitorar – sem interferir -, a qualidade democrática em distintos países e em âmbito nacional, a fim de que se possa fomentar boas práticas democráticas, criar o intercâmbio de ideias entre organismos eleitorais e atores da sociedade civil, bem como zelar pela permanência de regimes democráticos.